Como um pastor deve conduzir funeral para incrédulos?

Pergunte ao Pastor John Piper #40

Um pastor pergunta: “Você já conduziu pessoalmente funerais para não cristãos? Se não, faria? Se sim, quais foram seus pensamentos ao fazê-lo? Como um funeral assim difere de um funeral para um crente?

Já conduzi funerais para descrentes, embora não muitos. Quando cheguei à igreja batista Bethlehem, tomei certa decisão baseada nas minhas prioridades — eu não encorajaria todo pastor a tomá-las. Eu não incentivei as funerárias da região a me procurarem como um pastor para funerais.

Muitas pessoas vão a funerárias sem saber nada sobre a igreja. Elas não sabem como fazer um funeral e estão a procura de uma pessoa para ajudá-las.

Conduza o funeral como um pastor cristão

Outros pastores da nossa equipe assumiram esse ministério de maneira mais direta. Eles se colocam à disposição e fazem disso um ministério para alcançar os descrentes ao realizar funerais. Eu já fiz alguns. A primeira coisa que faço é garantir que a família saiba que sou um pastor cristão.

“Quando faço funerais de não cristãos, não falo com os mortos. Eu Proclamo boas novas aos vivos.”

Sou pastor cristão. Então, se você quiser que eu faça isso, vou falar a partir das Escrituras sobre as boas novas de Jesus Cristo. Portanto, não me peça para ser genérico, porque esse não é o meu trabalho. Eu não sou um profissional genérico que faz enterros. Sou um arauto cristão das boas novas. Então, se é isto que você deseja, eu farei.

Nos funerais de descrentes que conduzi, minha abordagem foi não falar sobre a pessoa que faleceu. Eu falo com os vivos sobre o evangelho. Falo sobre a suficiência de Deus para ajudá-los em sua crise, pois eles acabaram de passar por uma grande perda e Deus tem algo a lhes dizer sobre suas necessidades.

Quando o “elefante na sala” não pode ser ignorado

Houve ocasiões em que o fato de o falecido ser descrente era o elefante na sala, por assim dizer. Em um desses funerais, tratava-se do irmão incrédulo de um cristão. Todos sabiam que ele era um incrédulo e se perguntavam: O que o pastor pensa disso? O que ele vai dizer?

Havia apenas um pequeno grupo de pessoas, 12 pessoas. Então, reuni todos ao redor do caixão no final, principalmente pessoas mais velhas. Ele era anticristão militante.

Eu disse a eles, olhando diretamente em seus olhos:

“Todos nós sabemos que Henry não era um crente, e sabemos que não há esperança para os incrédulos além do túmulo”.

Eu deixei isso ser assimilado, e então disse duas outras coisas que acho sempre apropriado dizer:

Não conhecemos os momentos finais

Olhei para a irmã dele e disse:

“Não sabemos como Henry se relacionou com o Deus vivo nos últimos minutos de sua vida. Portanto, não pronunciamos uma sentença final neste momento sobre a alma deste homem.

O Juiz de toda a terra fará o que é certo

O que sabemos é que o juiz de toda a terra fará o que é certo (Gênesis 18:25)”.

Essa provavelmente é a verdade que eu encerraria quase qualquer funeral de um descrente, onde as pessoas sabem que o falecido pode estar no inferno hoje. Encerramos dizendo: “Deus sempre fará o que é certo, e nós aprovaremos o que ele faz.”

Sim, é isso mesmo. No fim, tudo se resume a provar e ver que o Senhor é bom. Você sabe, eu já disse isso à igreja, aos pastores e à minha esposa: “O que eu quero de você, Noel, da minha equipe e da minha congregação é que vocês sejam felizes em Jesus. O maior ministério que você pode me oferecer é o seu próprio deleite em Cristo”.

Então, quando invertemos isso e perguntamos: “Como posso ser a maior bênção para as pessoas ao meu redor?”, a resposta é: levante-se de manhã, vá à Palavra de Deus e, como George Müller disse, “Alegre o seu coração em Deus” antes de encontrar outras pessoas.

Créditos

Tradutor: Tayllon Carvalho

Publicado em Inglês no site Desiring God. Traduzido e publicado com autorização (levemente editado de forma a evitar marcas de oralidade e promover fluidez textual).

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