John Piper responde fala de Senador Americano sobre casamento homoafetivo
John Piper alerta contra a redefinição da felicidade e do amor à margem das Escrituras
Rob Portman, um Senador republicado de Ohio escreveu um comentário publicado hoje na Columbus Dispatch. Anteriormente, o Senador se opôs a casamentos entre casais do mesmo sexo. Hoje, ele mudou de opinião sobre isso e afirma que foi, em parte, por causa de sua fé e por causa do que lê na Bíblia.
Como você pode imaginar, isso está causando bastante alvoroço na internet. Pastor John, quais são seus pensamentos sobre o editorial do senador Portman?
Rob Portman disse que, por razões conservadoras, assim como o primeiro-ministro David Cameron, agora vai mudar de opinião: deixará de apoiar o casamento tradicional entre homem e mulher e passará a apoiar o chamado casamento entre pessoas do mesmo sexo. É um artigo muito triste.
Pretendo destacar duas coisas que ele disse e que são muito sérias para considerarmos, observarmos e ficarmos alertas, pois estão persuadindo as pessoas nessa direção. Seu filho revelou sentir atração pelo mesmo sexo.
Ele diz o seguinte — estas são as palavras exatas: “Sou um pai que quer que todos os seus três filhos tenham vidas felizes e cheias de significado, ao lado das pessoas que amam — uma bênção que Jane e eu compartilhamos há 26 anos.” Ele deduz disso que, para seu filho ser feliz, ele deve ter o direito de se casar com outro homem. Ele está erguendo a felicidade, conforme a entende, acima das diretrizes bíblicas sobre o que nos torna felizes.
A absolutização da própria definição de felicidade
A absolutização da própria definição de felicidade duradoura em oposição à definição de Deus está no cerne da mudança de mentalidade que vemos aqui.
Elas estão simplesmente abstraindo o termo felicidade de seu contexto e definição bíblicos, atribuindo-lhe o significado que desejam e, então, usando-o como justificativa para legitimar certo tipo de relacionamento que a Bíblia descreve. A absolutização da própria definição de felicidade duradoura conforme a vê, em oposição à definição de Deus.
Então, ele diz:
“Para mim, a questão se resumiu aos temas abrangentes de amor e compaixão presentes na Bíblia e à minha crença de que todos somos filhos de Deus.” (Senador Rob Portman)
O que está acontecendo aí é que está sendo empregada uma estratégia hermenêutica, uma maneira de interpretar a Bíblia. Eu chamaria de absolutização da própria definição de temas bíblicos, de tal maneira que eles anulam particularidades ou mandamentos bíblicos.
Ele pega conceitos como compaixão e amor e os define à sua própria maneira. Então leva essa definição a 1 Coríntios 6, onde é dito que aqueles que praticam seus desejos homossexuais não irão para o céu. Ele simplesmente diz: não viveremos de acordo com isso. Não pode significar isso, ou eu não aceitarei.
Ele está anulando mandamentos e particularidades bíblicos ao absolutizar sua própria definição de conceitos bíblicos abrangentes
Permanecendo alertas ao pensamento antibíblico
Isso está acontecendo repetidamente em todo este debate e, evidentemente, tem operado há gerações. Quero apenas alertar aqueles que ouvem isto para que fiquem alertas. Onde há uma visão de felicidade definida pelo próprio indivíduo, que é então usada para justificar fazer a pessoa feliz sem levar em conta as diretrizes bíblicas?
Além disso, em que lugar encontramos uma interpretação da Bíblia que permita usar grandes temas bíblicos definidos à sua maneira para invalidar mandamentos bíblicos particulares? Penso que, se nós cristãos estivermos atentos a esses tipos de usos ilegítimos da Bíblia, poderemos ser mais cautelosos, mais cuidadosos e não ser arrastados com tanta facilidade a modos de vida antibíblicos.
O que há de tão trágico nisso é que, se a Bíblia é realmente verdadeira, de acordo com 1Coríntios 6:9-10, aqueles que fazem tais coisas, que vão em frente e praticam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, não entrarão no reino. Isso não é amor. Isso não é compaixão e não conduzirá à felicidade — e isso é trágico.
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