Túmulos de Suas antigas Alegrias.

Estou traduzindo, no momento, um sermão do Spurgeon sobre o Consolador. Spurgeon fala sobre o Amor, a Fidelidade e o quão incansável é o consolador. Em dado momento, Spurgeon começa a falar sobre pessoas nos quais ele aconselhou.

Tenho as vezes tentado confortar pessoas que foram provadas. Você de vez em quando se depara com o caso de uma pessoa nervosa. Você pergunta: “Qual é a sua aflição?” É dito, e você tenta, se possível, removê-la. Mas, enquanto você prepara sua artilharia para combater o problema, você descobre que ele mudou de base de defesa e está ocupando uma posição bem diferente. Você muda seu argumento e começa novamente, mas eis que ele se foi novamente, e você fica desnorteado. Você se sente como Hércules cortando as cabeças cada vez maiores da Hidra e desiste de sua tarefa em desespero.

Na verdade, haveria um artigo só para esse trecho, mas talvez precisemos ir em frente. Muitas pessoas estão presas em seus problemas e fazem deles suas identidades. As vezes, não é um problema sólido, mas a ideia de ter problemas.

Elas vão até você com a ideia de resolução de problemas, ela te conta eles, mas quando você vai propor algo, ela vira advogada do problema. Começa a argumentar e defendê-los. Em outros casos, há tantos problemas entrelaçados como uma teia de aranha que tentar desatar um é quase ficar preso nos outros. Spurgeon se sentia como Hércules.

Você encontra pessoas que é impossível confortar, lembrando um homem que se trancou em grilhões e jogou a chave fora, para que ninguém pudesse soltá-lo.

Por um motivo ou por outro, Spurgeon assume muitas vezes, as pessoas se prendem a seus próprios problemas. As vezes, o medo de tirar a flecha do ferimento do braço é tão grande, e a dor da flecha é suportável, que muitos acabam preferindo suportar a dor mais leve à arriscar tirar e ser uma dor insuportável.

Encontrei alguns nos grilhões do desespero. “Oh, Eu sou o homem”, eles dizem, “que tem visto a aflição, tenham pena de mim, tenham pena de mim meus amigos”, e quanto mais você tenta confortar tal pessoa, pior eles ficam. E Portanto, de todo o coração, deixámos eles vagarem sozinhos entre os túmulos de suas antigas alegrias.

Eles clamam por pena, mas não por solução. Continuam por muitas vezes a vagear sozinhos nos túmulos de suas antigas alegrias.

Grilhões das alegrias passadas

Doi. Como areias areias caindo de nossa mão, um castelo de cartas constantemente tentando ser montado e mas caindo em meio ao vendaval é um coração aflito preso em alegrias passadas. Aqueles que mais ama podem estar ali. Aquilo que aconteceu e que te marcou pode estar ali. Aquela expectativa do que poderia ser está ali. Eu te entendo. Virar as costas para o que poderá incertamente e inseguramente ser cheio de dor e sofrimento em meio a qualquer alegria pode não se comparar a doce memória do que aconteceu.

São só túmulos

Podemos olhar para aqueles túmulos, aquele nome, aquele cheiro, aquela música, aquele cenário e ver como se fosse real. Aquela pessoa é real, aquilo que eu queria é real. Nos iludimos na falsa esperança de uma doce nostalgia que nos prende até o fim. Não podemos fazer nada por essas pessoas, se elas realmente não quiserem ajuda.

Mas, uma boa olhada por detrás daquelas lembranças é que elas jazem em Paz, alegria e Amor. Elas já descansam. Elas já foram. São apenas túmulos, não o cenário, não a pessoa, não a ideia(lização) que eu fiz daquele acontecimento.

A alegria da expectativa do que poderia ter sido também já ao lado das boas memórias maquiadas do que já foram.

Importe lembrar, já foram. Elas não estão mais entre nós, mas descansam tranquilos. Novas alegria melhores hão de vir nos ombros daquelas que já nos deixaram. São tumulos, uma ponta que nos une ao que já passou. Se foi.

A Nostalgia é sempre doce

Mas entendo sua relutância em sair do cemitério das alegrias passadas. Afinal, olhando hoje para aquilo, era sempre melhor do que é agora, não? Você não sentia a dor do fardo de existir, não? O peso da reminiscência do pecado permeando no ar e estando envolto mais fortemente nas suas falhas. As pessoas foram sempre gentis, tudo deu exatamente certo, tudo tinha mais cor, um ar dourado que contrasta com o cinza dessa época obscura e atual. Um clima nublado de hoje não te faz querer voltar ao belo sol das pessoas sem pecado e do traço perfeito das ações cotidianas?

Sabe, talvez a nostalgia (Para aqueles que não são amargos de coração), seja o método de Deus nos fazer gritar pela redenção. Tudo na nostalgia nos faz pensar nos novos céus e nova terra. Um lapso de pensamento mostrando que não fomos feitos para o pecado. Tudo era muito bom.

De volta às correntes, há uma tentação grande em não sair. E entendo isso. Por isso alguns peranecem acariciando as lápides. Vivendo ali. Não falo de flores ocasionais com saudosismo e amor profundo pelo que passou, mas a corrente do poderia ter sido e a perspectiva pelo pensar que não poderia ser melhor do que aquilo o que há de vir.

Olhando para o Agora

Assim como o tempo e a história correm em direção ao futuro, estamos sendo aperfeiçoados em Deus em relação ao futuro e seremos salvos no futuro, somos chamados a viver nas alegria do por vir.

Convocados a olhar para o presente de Dor e exercer uma das maiores belezas. Se apegar ao passado redentivo é relativamente mais tranquilo. Ver graça em uma memória perfeita é consoladora, portanto, leve. Ver o presente gracioso cheio de dor é belo. Ver a graça em meio a névoa do pecado permeando nossos poros é gracioso, deslumbrante. O verdadeiro exercício da felicidade é ver a graça em meio a Dor, e se alegrar nela. O Um grande desafio da santidade é ter prazer na obediência do agora.

Olhando para a frente

Jesus olhou para a frente. E Ele viu alegria lá. Podemos imitar Jesus, e nos apegar na alegria proposta. Ela é recompensadora e não se compara às amarras das alegrias passadas. Quantas graças Deus não nos tem preparado para o que há de vir?

Querido amigo preso nos grilhões das alegrias passadas, ao invés de olhar hoje para os túmulos dos que passaram, convido-te a olhar para o sol do céu que amanhece, e contemplar a realização da realidade nostálgica ansiada em você. Os Novos Ceus e nova terra estão a um passo de você. Aguarde mais um pouco. Só mais um pouquinho. E, enquanto isso, desfrute da bela graça agridoce mas incrível do agora.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *